Um relógio localizado na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, será desligado no dia 27 de outubro de 2023, marcando o fim de uma contagem que começou em 7 de outubro de 2023, após o ataque do Hamas. O desligamento ocorre logo após a devolução do corpo do último refém, que aconteceu no dia 26 de outubro.
O policial licenciado Ran Gvili, de 24 anos, foi um dos que perderam a vida durante os confrontos. Ele foi morto em combate contra militantes do Hamas que invadiram Israel. A mãe de Gvili, Talik, expressou sua gratidão a todos que apoiaram a família durante os 27 meses desde o ataque, ressaltando que seu filho voltou para casa como um herói.
A devolução do corpo do último refém é vista como um momento de grande comoção nacional em Israel e também representa uma condição do plano do presidente Donald Trump para encerrar a guerra. A cerimônia pública em Tel Aviv contará com a presença da irmã de Ran Gvili, Shira, e de outros ex-reféns e familiares, conforme informado pelo Fórum de Reféns e Famílias.
Condições em Gaza
Enquanto isso, a situação em Gaza continua crítica. Mais de 20 mil pacientes necessitam de medicamentos, e a falta de recursos tem gerado grandes preocupações. Nour Daher, um palestino de 31 anos, aguarda a reabertura da fronteira de Rafah com o Egito para buscar tratamento médico fora do território devastado pela guerra.
O Ministério da Saúde de Gaza alertou que muitos feridos não têm acesso a medicamentos básicos. O Hospital Nasser, em Khan Younis, enfrenta dificuldades para atender a pacientes em estado crítico, como o filho de Yehia Rasras, que foi baleado e necessita de cuidados urgentes.
Conflito em Gaza
Desde o início do cessar-fogo em outubro, quatro soldados israelenses e mais de 480 palestinos foram mortos em confrontos. Em um incidente recente, forças israelenses mataram quatro palestinos no norte de Gaza, embora um porta-voz militar israelense tenha afirmado não ter conhecimento do ocorrido.
Opinião
A situação em Gaza e as repercussões do conflito continuam a gerar debates intensos e preocupações humanitárias, destacando a necessidade urgente de soluções pacíficas e eficazes.
