Santa Catarina registra um aumento preocupante na média estadual de cigarrinhas-do-milho, com 98 insetos por armadilha, pela terceira semana consecutiva. O levantamento, realizado entre os dias 12 e 19 de janeiro, revela que o crescimento é observado em todas as regiões do estado.
Aumento da infectividade
Segundo a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, o aumento das cigarrinhas pode estar ligado a fatores como altas temperaturas e dificuldades de manejo nas etapas finais do ciclo produtivo. As análises laboratoriais indicam uma elevada taxa de infectividade das cigarrinhas, com a presença de patógenos que causam enfezamentos e viroses do milho.
Distribuição dos patógenos
Maria Cristina destaca que, ao contrário do que foi observado nas semanas anteriores, quando os patógenos estavam concentrados nas regiões Oeste e Planalto Norte, agora há uma distribuição mais uniforme em todo o estado. Essa situação acende um alerta para os produtores, especialmente aqueles que planejam o plantio do milho na safrinha.
Orientações para os produtores
Diante deste cenário, a Epagri orienta que os produtores realizem a regulagem correta do maquinário para evitar perdas de grãos durante a colheita. Além disso, é recomendado que evitem a semeadura de novas lavouras de milho em áreas muito próximas aos cultivos já maduros, já que os insetos tendem a migrar para os plantios mais novos em busca de tecidos tenros para se alimentarem.
Os agricultores também devem realizar o manejo durante a fase vegetativa utilizando inseticidas de contato e sistêmicos, aliados a produtos biológicos sempre que possível.
Opinião
O aumento na média de cigarrinhas-do-milho em Santa Catarina é um sinal de alerta que exige atenção redobrada dos produtores para proteger suas lavouras.
