O Banco Master firmou um contrato com o escritório de advocacia da família do ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski, que se estende de 2023 até agosto de 2025. Durante uma parte desse período, Lewandowski ocupava o cargo de ministro da Justiça do governo Lula, tendo deixado o escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir sua nova função.
A contratação foi feita a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Segundo a assessoria do parlamentar, Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou-se de Lewandowski, que havia acabado de deixar o STF. O valor do contrato com o escritório era de R$ 250 mil mensais.
A partir da saída de Lewandowski, sua esposa, Yara de Abreu Lewandowski, e seu filho, Enrique Lewandowski, passaram a cuidar do escritório, que continuou prestando serviços ao Banco Master.
Investigações e Contratos Milionários
Além do escritório de Lewandowski, o Banco Master também contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do STF, por um valor exorbitante de R$ 3,6 milhões mensais. Essa contratação, que teria validade de 36 meses, visa representar o banco em diversas instâncias, incluindo o Banco Central e o Congresso Nacional. O contrato pode render até R$ 129 milhões ao escritório, caso o Master não seja liquidado pelo Banco Central.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso em 17 de novembro, no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes na emissão de títulos de crédito falsos. Ele foi solto no dia 28 e agora está sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Opinião
A relação entre o Banco Master e os escritórios de advocacia de figuras proeminentes do STF levanta questões éticas e de transparência, especialmente em um contexto de investigações por fraudes.





