O Brasil completou sete anos sem novas rupturas de barragens de mineração, um marco que reflete mudanças significativas nas normas de segurança do setor. Desde o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, o país tem implementado medidas rigorosas para evitar novas tragédias.
Transformações na segurança das barragens
A Agência Nacional de Mineração (ANM) tem trabalhado para reforçar a supervisão e a gestão de segurança das barragens. A Resolução ANM nº 95/2022, que estabeleceu critérios técnicos mais exigentes, é um dos pilares dessa transformação. A norma exige monitoramento contínuo e planos de emergência robustos, alinhando-se a padrões internacionais.
Resultados positivos em conformidade
Atualmente, 421 barragens, o que representa 92% do total avaliado, atingiram os níveis mínimos de segurança em 2025. Esse resultado é um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior, demonstrando um progresso na conformidade com as normas estabelecidas pela ANM.
Avanços tecnológicos e fiscalização
O Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração (SIGBM), criado em 2017, evoluiu para uma plataforma de supervisão moderna, que permite vistorias em tempo real e garante a qualidade das informações. Com mais de 24 mil usuários em 36 países, o sistema é reconhecido internacionalmente por sua abrangência e eficácia.
Desafios e vigilância contínua
Apesar dos avanços, a ANM destaca que a segurança na mineração requer vigilância permanente e atualização contínua das normas. O marco de sete anos sem novas rupturas não encerra o debate, mas reforça a responsabilidade de evitar que tragédias como a de Brumadinho se repitam.
Opinião
Embora os avanços sejam significativos, a memória das vítimas de Brumadinho deve servir como um alerta constante para a importância da segurança nas barragens de mineração.





