As negociações entre representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos terminaram no último sábado, 24 de dezembro, com discussões descritas como “construtivas”. O presidente ucraniano Volodimir Zelenski afirmou que um acordo de paz está “quase pronto” e anunciou que a próxima rodada de negociações ocorrerá em 1º de fevereiro nos Emirados Árabes Unidos.
Os encontros, que foram considerados otimistas e positivos por um funcionário americano, marcam a primeira interação conhecida entre autoridades do governo de Donald Trump e representantes dos dois países no contexto da invasão russa, que já dura quase quatro anos. Durante as discussões, as partes concordaram em manter suas capitais informadas sobre os avanços e coordenar os próximos passos.
Questões em aberto
Embora tenha havido progresso nas conversas, ainda não existe um acordo sobre a supervisão e operação da Usina Nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que está sob controle russo. Além disso, alguns pontos sensíveis, especialmente relacionados a questões territoriais, permanecem sem solução.
Um funcionário americano indicou que novos diálogos entre autoridades russas e ucranianas podem ser necessários antes que Zelenski se encontre com o presidente russo Vladimir Putin ou tenha uma sessão conjunta com Donald Trump. A pressão para que esses encontros aconteçam tem aumentado, conforme as partes buscam um avanço nas negociações.
Reunião entre Putin e enviados de Trump
Na sexta-feira, 23 de dezembro, Putin discutiu um possível acordo para a Ucrânia com os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, em uma maratona de conversas que durou toda a noite. O Kremlin reafirmou que, para um acordo de paz ser alcançado, a Ucrânia deve retirar suas tropas das áreas do leste que a Rússia anexou ilegalmente, mas não capturou completamente.
Opinião
A busca por um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia continua a ser um desafio complexo, mas o avanço nas negociações é um sinal positivo para o futuro da região.
