O Departamento de Defesa dos Estados Unidos apresentou na última sexta-feira sua nova Estratégia Nacional de Defesa para 2026. O documento, que tem como objetivo principal garantir que a China não consiga dominar o Indo-Pacífico, traz um tom mais conciliatório em relação ao gigante asiático, ao contrário de versões anteriores que enfatizavam a necessidade de derrotar uma possível invasão de Taiwan.
Quatro pilares da nova estratégia
A estratégia é composta por quatro pilares principais: defender o território nacional dos EUA; dissuadir a China no Indo-Pacífico através de “força, não confronto”; aumentar o compartilhamento de responsabilidades com aliados e parceiros; e fortalecer a base industrial de defesa dos Estados Unidos.
Estabilidade estratégica com Pequim
O documento destaca que os Estados Unidos não buscam um conflito com a China, mas sim uma “estabilidade estratégica com Pequim”. Para isso, promete buscar uma gama mais ampla de comunicações militares com o Exército de Libertação Popular (ELP) da China. A estratégia também afirma que não é necessário um “bloqueio” ou uma “mudança de regime” para alcançar os objetivos em relação ao país asiático.
Responsabilidades dos aliados
Em relação aos aliados, a nova estratégia afirma que eles devem assumir um papel essencial, sem serem considerados dependências da geração passada. A Coreia do Sul, por exemplo, será encarregada da dissuasão da Coreia do Norte, com o apoio, porém mais limitado, dos Estados Unidos. O documento sugere que a presença militar americana na Península Coreana pode ser revista, à medida que Seul se fortalece.
Investimentos em defesa
Além disso, a estratégia reafirma a importância de que os aliados invistam 5% do PIB em defesa, estabelecendo esse padrão como uma nova norma global. Os Estados Unidos defenderão que essa diretriz seja seguida não apenas na Europa, mas em todo o mundo.
Opinião
A nova estratégia de defesa dos EUA reflete uma tentativa de equilibrar a relação com a China, ao mesmo tempo em que fortalece a colaboração com aliados, um movimento que pode ter implicações significativas para a segurança global.
