O Dia Mundial de Combate e Prevenção à Hanseníase, celebrado em 25 de janeiro, traz à tona a necessidade urgente de conscientização sobre a doença, que continua a ser um grave problema de saúde pública no Brasil. Em 2024, foram notificados 22.129 casos de hanseníase, resultando em uma taxa de detecção alarmante de 10,41 casos por 100 mil habitantes, de acordo com o Ministério da Saúde.
A hanseníase, uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, é transmitida principalmente através de secreções respiratórias e pelo contato próximo com pessoas não tratadas. Os sintomas incluem manchas na pele, perda de sensibilidade, dormência e redução da força nas extremidades. O diagnóstico precoce é crucial para evitar a progressão da doença e suas consequências incapacitantes.
Santa Catarina e a Situação da Hanseníase
Santa Catarina, apesar de ter uma das menores taxas de detecção do país, registrou 128 casos em 2024, o que equivale a uma taxa de 1,59 caso por 100 mil habitantes. Destes, 16% dos casos novos foram diagnosticados com grau 2 de incapacidade física, evidenciando a necessidade de um diagnóstico mais ágil e eficaz.
O Hospital Santa Teresa, localizado em São Pedro de Alcântara, se destaca como um serviço de referência em hanseníase no estado. A unidade oferece atendimento especializado, tanto ambulatorial quanto hospitalar, e desempenha um papel fundamental na formação de profissionais de saúde. Em 2024, 78,2% dos contatos dos casos novos em Santa Catarina foram avaliados, indicando a importância de fortalecer as ações de vigilância e acompanhamento contínuo.
Desafios e Projeções Futuras
Dados preliminares de 2025 mostram que 121 novos casos foram detectados, com uma proporção de cura de 66,5%. Apesar de alguns indicadores favoráveis, o estado ainda enfrenta desafios significativos, como o diagnóstico tardio, que pode ocultar a prevalência da doença. É essencial continuar promovendo a conscientização sobre a hanseníase e a importância do tratamento, que é gratuito e disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Opinião
O Dia Mundial de Combate à Hanseníase reforça a necessidade de um olhar atento e ações efetivas para erradicar o estigma e garantir que todos tenham acesso ao diagnóstico e tratamento adequados.
