O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teceu críticas à proposta de criação de um novo Conselho de Paz pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante um discurso na Bahia, Lula afirmou que a iniciativa, lançada no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, transforma o debate global em algo ainda mais restrito, onde Trump se coloca como o ‘dono’ da ONU.
Brasil não participa do evento em Davos
O Brasil foi convidado para participar do evento, mas não compareceu. Lula destacou que a proposta de Trump, que visa desmilitarizar e reconstruir Gaza, diminui o poder de decisão global ao concentrá-lo em um único país, os Estados Unidos. O presidente brasileiro reiterou seu apoio à reforma da ONU e à ampliação do Conselho de Segurança, que atualmente conta com apenas cinco membros com poder de veto.
Reações internacionais e composição do conselho
Trump anunciou que 59 países estão comprometidos em participar do novo comitê, embora a Palestina não tenha sido convidada, enquanto Israel foi. O Reino Unido já sinalizou que não participará do conselho, expressando preocupações sobre a presença de líderes como Vladimir Putin, da Rússia, e Benjamin Netanyahu, de Israel, que aceitaram integrar o grupo.
Pedido de Lula por um novo multilateralismo
Lula enfatizou a necessidade de encontrar uma forma de reunir os países para que o multilateralismo não seja comprometido. Ele também mencionou a importância de incluir novos membros no Conselho de Segurança da ONU, como o Brasil, o México e países africanos, em vez de seguir a proposta de Trump.
Opinião
A crítica de Lula ao Conselho de Paz de Trump revela a tensão entre a busca por um multilateralismo equilibrado e a tentativa de centralização de poder por parte de líderes globais, refletindo as complexidades da diplomacia contemporânea.





