No dia 23 de janeiro de 2026, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) fez declarações contundentes sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte de proteger seus integrantes em vez de agir com transparência. O parlamentar, que é relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que o STF acoberta condutas que considera escandalosas de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Vieira definiu como uma “missão” do Senado a possibilidade de instaurar um processo de impeachment contra os ministros do STF, enfatizando que a única alternativa disponível é um controle mais rigoroso sobre a Corte. “Entre a transparência e o espírito de corpo, o STF escolheu acobertar as condutas escandalosas de Toffoli e Moraes. Essa será a missão fundamental nos próximos meses”, escreveu em sua conta no X.
A declaração de Vieira ocorre em um contexto em que ministros do STF, incluindo o presidente Edson Fachin e o decano Gilmar Mendes, elogiaram a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar as denúncias contra Toffoli relacionadas ao Caso Master. Essa defesa dos pares por parte dos ministros intensificou as críticas do senador, que tem se posicionado ativamente contra a corrupção e em favor do controle do judiciário.
Além de seu papel na CPI, Vieira também propôs a individualização das penas para aqueles que participaram dos atos de 8 de janeiro, reforçando seu compromisso com a segurança pública e a luta contra abusos no sistema judiciário.
Opinião
A declaração de Alessandro Vieira levanta questões importantes sobre a accountability do STF e o papel do Senado na supervisão das instituições. A proposta de impeachment reflete um clima de tensão e desconfiança em relação ao judiciário no Brasil.
