O design minimalista do novo Tesla Model Y, conhecido como projeto ‘Juniper’, tem gerado polêmica nos Estados Unidos desde seu lançamento em 2025. Proprietários do veículo elétrico estão enfrentando abordagens de agentes de trânsito, que suspeitam que os carros estejam trafegando com as lanternas apagadas.
Um episódio recente ocorreu em Indiana, onde um motorista foi abordado por um policial que acreditava que o carro não possuía sinalização noturna. O agente advertiu o condutor, solicitando a correção do que considerava um ‘problema’. No entanto, a confusão se deu devido ao design inovador da montadora de Elon Musk, que utiliza uma barra de luz traseira que projeta iluminação contra a carroceria do veículo, funcionando por reflexão e não emitindo luz diretamente para trás.
Esse sistema de iluminação, embora moderno, gera uma ilusão de ótica que dificulta a percepção da sinalização noturna, tanto para outros motoristas quanto para as autoridades de fiscalização. Apesar das abordagens, a Tesla afirma que seus carros estão em conformidade com as normas federais de segurança (FMVSS). Segundo Lars Moravy, vice-presidente de engenharia da marca, a legislação americana exige uma quantidade mínima de lúmens emitidos, mas não obriga que a fonte de luz seja visível diretamente.
Para garantir a homologação, o Model Y mantém luzes de freio e setas convencionais em formato de ‘C’ nas extremidades. A barra central é utilizada como luz de posição, mas alguns especialistas questionam a adequação do design, argumentando que se uma autoridade treinada não consegue identificar rapidamente se um carro está com as luzes acesas, isso pode indicar que o estilo está sendo priorizado em detrimento da segurança.
Opinião
A confusão em torno das lanternas do Tesla Model Y levanta questões importantes sobre a relação entre inovação no design e a segurança viária, um aspecto que não pode ser negligenciado.
