O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou um acordo histórico que pôs fim ao maior e mais antigo conflito fundiário do Brasil, garantindo 34 mil hectares para a reforma agrária no Paraná. O anúncio foi feito durante o programa “Bom Dia, Ministro”.
Conflito de 30 anos
O acordo, que envolve a empresa Araupel, é resultado de uma luta que se estende por 30 anos, desde a ocupação da Fazenda Giacometti-Marodin, em 1996, na região de Rio Bonito do Iguaçu. Com a nova pactuação, cerca de 3 mil famílias serão beneficiadas, somando-se a outras 4 mil já existentes.
Participação do governo
O entendimento foi alcançado com a participação fundamental do Ministério da Fazenda e da Advocacia Geral da União (AGU). As áreas destinadas à reforma agrária abrangem os municípios de Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. O acordo também recebeu o apoio do Ministério Público Federal e dos movimentos sociais, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Expectativas para o futuro
Paulo Teixeira destacou que a resolução desse impasse pode transformar a região, elevando as condições socioeconômicas das famílias envolvidas. Ele comparou a situação a programas de reforma agrária bem-sucedidos em outras partes do Brasil, como a Serra Gaúcha. O ministro acredita que, em uma geração, a região verá um desenvolvimento acelerado.
Acordo Mercosul-União Europeia
Além da reforma agrária, Teixeira também mencionou o Acordo Mercosul-União Europeia, aprovado em 2025, que promete ampliar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu. O Brasil, que foi o terceiro maior exportador agrícola mundial em 2024, pode se beneficiar com a eliminação de tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários vendidos à União Europeia.
Opinião
A resolução do conflito fundiário no Paraná é um passo importante para a justiça social e o desenvolvimento econômico da região, mostrando que acordos podem trazer benefícios para todos os envolvidos.





