Oleg Evgenievich Nefedov, suposto líder do grupo de ransomware Black Basta, foi adicionado ao alerta vermelho da Interpol em uma operação coordenada por autoridades policiais da Ucrânia e da Alemanha. Este movimento visa intensificar a busca pelo criminoso, que está vinculado a uma rede de ataques cibernéticos que arrecadou centenas de milhões de dólares em criptomoedas.
O Black Basta, um grupo de Ransomware-as-a-Service (RaaS) com ligações à Rússia, é conhecido por atacar mais de 500 empresas desde 2022. Durante a operação, as autoridades também identificaram dois ucranianos suspeitos de envolvimento com o mercado clandestino, que foram alvo de buscas em suas residências, resultando na apreensão de dispositivos digitais e ativos em criptomoedas.
Investigação e Ações das Autoridades
As investigações indicam que Nefedov, um cidadão russo de 35 anos, é especializado em invasão técnica de sistemas protegidos e na preparação de ciberataques de ransomware. Ele é descrito como um “hash cracker”, um hacker que utiliza softwares específicos para extrair senhas de sistemas de informação, permitindo a invasão de redes corporativas para extorquir dinheiro das vítimas.
Além de estar na mira da Interpol, Nefedov também figura na lista de mais procurados da União Europeia. A operação revelou que ele possui ligações com políticos russos de alto escalão e agências de inteligência, como o Departamento Central de Inteligência (GRU).
Paradeiro Atual e Prisão Anterior
Nefedov foi preso uma vez em 2024 na Armênia, mas conseguiu se livrar do encarceramento. Atualmente, seu paradeiro é desconhecido, embora existam indícios de que ele esteja na Rússia. A busca por ele e por outros membros do Black Basta continua, com as autoridades intensificando esforços para desmantelar a organização criminosa.
Opinião
A crescente complexidade dos crimes cibernéticos exige uma resposta coordenada entre nações, e a ação contra Nefedov é um passo importante nesse sentido.
