Criado em 1996, o Cordão do Boitatá, um dos mais tradicionais blocos de carnaval do Brasil, celebra 30 anos de história nesta segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024, no Circo Voador. O evento especial contará com ensaios das orquestras de rua e de palco do bloco, que se destaca pela sua rica tradição e pela animação que traz aos foliões.
Na virada do dia 19 para o dia 20, o Cordão prestará homenagens ao compositor e músico Pixinguinha, patrono da Orquestra de Rua do bloco, e a São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. As festividades prometem ser marcantes, reunindo a comunidade em uma celebração vibrante.
Estreia no Circuito Preta Gil
Um dos momentos mais aguardados será a estreia do Cordão do Boitatá no Circuito Preta Gil, programada para o carnaval de 2026, especificamente no dia 8 de fevereiro. O novo circuito, que homenageia a cantora Preta Gil, falecida em julho de 2023, terá sua concentração na Rua Primeiro de Março, seguindo pela Avenida Presidente Antônio Carlos até a dispersão na Rua Araújo Porto Alegre. A decisão de integrar o bloco ao circuito dos megablocos foi tomada em conjunto com a prefeitura do Rio, através da Riotur, em reconhecimento ao tamanho e à importância do Cordão.
Expectativa de público e 20º Baile Multicultural
Com mais de 40 mil participantes esperados para o desfile, o Cordão do Boitatá promete uma festa grandiosa, com a presença de bonecos gigantes e estandartes que caracterizam o bloco. Além disso, no dia 15 de fevereiro de 2024, o bloco realizará seu 20º Baile Multicultural na Praça XV, também no centro do Rio, celebrando a diversidade cultural e a alegria do carnaval.
Patrimônio Cultural e Homenagens
Reconhecido como patrimônio cultural de Natureza Imaterial desde 2022, o Cordão do Boitatá se destaca por sua função de promover liberdade e celebração democrática. Para o carnaval de 2026, o bloco também prestará homenagens a outros grandes nomes da música brasileira, como Hermínio Bello de Carvalho e Hermeto Pascoal.
Opinião
A celebração dos 30 anos do Cordão do Boitatá reafirma a importância dos blocos de rua como espaços de resistência cultural e de união entre as comunidades, essencial para o espírito do carnaval carioca.





