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Polícia Civil investiga queda de helicóptero em Guaratiba que matou três pilotos

Polícia Civil investiga queda de helicóptero em Guaratiba que matou três pilotos

Um trágico acidente aéreo ocorreu na manhã deste sábado, 17, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, resultando na morte de três pilotos. As vítimas foram identificadas como Diego Dantas Lima Moraes, Sérgio Nunes Miranda e o capitão bombeiro Lucas Silva Souza.

O helicóptero envolvido no acidente era um Robinson R-44 II, matrícula PS-GJS, fabricado em 2010 e com Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até janeiro de 2024. De acordo com informações preliminares, a manutenção da aeronave estava em dia.

Diego Dantas estava instruindo os outros dois pilotos em um voo de familiarização com o modelo do helicóptero. Segundo relatos de testemunhas, a aeronave decolou do Helimar, no Recreio, e fez uma parada no Clube Céu, em Sepetiba, onde houve uma troca de piloto. O capitão Lucas assumiu o controle da aeronave antes da queda.

Um morador local, Júlio César Rodrigues, de 32 anos, testemunhou o momento do acidente. Ele relatou que ouviu gritos e, em seguida, um estrondo que fez as telhas de sua casa estremecerem. Rodrigues acionou o Corpo de Bombeiros e ajudou a localizar o local da queda, que ocorreu em uma área de mata fechada, na altura da Avenida Levy Neves com a Rua Tasso da Silveira.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 9h55 e enviou equipes ao local, que enfrentaram dificuldades de acesso devido à vegetação densa. Em nota, a corporação lamentou a morte do capitão Lucas, descrevendo-o como um “dedicado piloto do Grupamento de Operações Aéreas (GOA)” e ressaltando seu profissionalismo e comprometimento com a missão de salvar vidas.

A investigação do acidente está a cargo da Polícia Civil, que atua pela 43ª DP (Guaratiba). A perícia foi solicitada para analisar as causas da queda da aeronave.

Opinião

O acidente ressalta a importância de rigorosas investigações em casos de acidentes aéreos, para garantir a segurança de futuras operações e homenagear a memória das vítimas.