O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o JPMorgan Chase, o maior banco do país, e seu CEO, Jamie Dimon. Trump anunciou que pretende processar a instituição nas próximas semanas, alegando que foi vítima de discriminação política após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o JPMorgan Chase solicitou o fechamento de contas que ele mantinha há décadas, uma ação que, segundo ele, foi motivada por suas posições políticas e pelo episódio do ataque ao Capitólio, onde seus apoiadores tentaram impedir a confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020.
Trump não forneceu detalhes sobre como teria ocorrido essa exclusão de serviços bancários, mas expressou sua indignação, afirmando que foi tratado de forma injusta e discriminatória. O banco, procurado pela Bloomberg, não se pronunciou sobre as alegações até o momento.
Controvérsia com Jamie Dimon
A situação ganhou mais atenção após uma reportagem do Wall Street Journal que indicava que Trump teria feito um comentário sobre indicar Jamie Dimon para presidir o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Trump negou essa informação e usou o episódio para intensificar suas críticas ao JPMorgan Chase.
Jamie Dimon, por sua vez, já declarou que não aceitaria a posição no Federal Reserve e que o banco não toma decisões com base em preferências políticas. Em entrevista recente, ele afirmou: “Nós não encerramos contas nem retiramos serviços de clientes por motivos religiosos ou políticos.”
Futuro do Federal Reserve
Trump ainda não anunciou quem pretende indicar para substituir Jerome Powell na presidência do Federal Reserve, cujo mandato termina em maio. A situação continua a se desenrolar, com Trump se preparando para enfrentar o JPMorgan Chase em tribunal.
Opinião
A disputa entre Trump e JPMorgan Chase reflete tensões políticas e financeiras que podem impactar o cenário econômico e político dos EUA nos próximos meses.
