No dia 17 de setembro, em Assunção, Paraguai, foi assinado um acordo histórico entre o Mercosul e a União Europeia (UE), aguardado há 25 anos. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou que a liderança e a perseverança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram fundamentais para que esse momento se tornasse realidade. O pacto representa a formação de um dos maiores blocos econômicos do mundo.
Durante a cerimônia, Alckmin ressaltou que o acordo é o maior entre blocos do mundo e trará benefícios significativos, como mais comércio, empregos e investimentos recíprocos. “Um ganha-ganha em benefício da sociedade. Grande conquista”, afirmou em um vídeo postado nas redes sociais.
Embora o evento tenha sido marcante, Lula não esteve presente. Em seu lugar, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representou o governo brasileiro. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, expressou que a ausência de Lula deixou um “sabor amargo”, mas reconheceu a importância de sua liderança nas negociações que culminaram no acordo.
Na véspera da assinatura, Lula publicou um artigo em jornais de 27 países, no qual avaliou que o acordo Mercosul-UE é uma resposta do multilateralismo ao isolamento. Ele destacou a importância de duas regiões que compartilham valores democráticos escolherem um caminho diferente em um cenário global marcado pelo unilateralismo e protecionismo.
Na cerimônia, Mauro Vieira enfatizou que o pacto estabelece uma parceria com enorme potencial econômico e um profundo sentido geopolítico. Segundo o chanceler, o acordo representa um baluarte em defesa da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo cada vez mais imprevisível e marcado por tensões comerciais.
Opinião
A assinatura do acordo Mercosul-UE é um marco importante, mas a ausência de Lula levanta questões sobre a continuidade das negociações e a liderança brasileira no cenário internacional.





