A situação hídrica em São Paulo se agrava com chuvas abaixo da média histórica para janeiro, conforme alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O estado enfrenta seca severa ou extrema desde janeiro de 2024, e a previsão é de que essa condição se mantenha durante o primeiro trimestre de 2025.
Reservatórios em níveis críticos
O Sistema Cantareira, um dos principais responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana, apresenta apenas 19,39% do volume de seus reservatórios. Já o Sistema Integrado Metropolitano está com 27,7% de capacidade, números que refletem a situação crítica enfrentada pelos paulistas. O reservatório de Jaguari-Jacareí, que compõe o Cantareira, está ainda mais alarmante, com apenas 16,89% de sua capacidade.
Influência do fenômeno La Niña
A seca em São Paulo é influenciada pelo fenômeno La Niña, que tem dificultado a chegada de frentes frias e da umidade necessária para as chuvas. Essa situação resulta em uma disponibilidade hídrica per capita alarmante, estimada em 149 m³ por habitante ao ano, um nível comparável a regiões semiáridas e muito abaixo do recomendado internacionalmente.
Expectativas para 2025
Com a continuidade do fenômeno La Niña, as expectativas para o primeiro trimestre de 2025 são de chuvas abaixo da média. Segundo o meteorologista Leydson Dantas, a recuperação hídrica pode ocorrer apenas no segundo semestre, com uma probabilidade de 75% de que o fenômeno perca força.
Medidas de enfrentamento
A Sabesp, responsável pelo abastecimento de água, tem adotado medidas para enfrentar a crise, incluindo a ampliação da captação de água e investimentos em modernização de equipamentos. Apesar dessas ações, a empresa reconhece que a região metropolitana de São Paulo enfrenta uma situação hídrica desafiadora, com a escassez já impactando a população.
Opinião
A gravidade da situação hídrica em São Paulo exige ação imediata e efetiva por parte das autoridades, visando garantir a segurança hídrica e a sustentabilidade no uso dos recursos disponíveis.
