O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, prorrogou por mais 60 dias as investigações do inquérito 5026, que está sob sigilo no Distrito Federal. As apurações visam irregularidades na compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e foram solicitadas pela Polícia Federal (PF).
As investigações revelam que um esquema de desvios pode alcançar até R$ 12 bilhões, relacionado à emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem o devido lastro. O Banco Central já havia barrado a compra do Master devido a irregularidades nos documentos apresentados pelo banco para garantir a solidez de sua carteira.
Toffoli também determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que esteja ciente da continuidade das investigações. A nova fase da Operação Compliance Zero, que teve início em 14 de março, foca na apuração de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
As autoridades estão investigando a participação de dirigentes do BRB no esquema, e entre as medidas tomadas estão o sequestro e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, havia dado aval à operação de compra do Master, que foi anunciada em março do ano passado.
Opinião
A prorrogação das investigações pelo ministro Toffoli reflete a gravidade das denúncias e a necessidade de transparência nas operações financeiras, especialmente em um cenário de possíveis desvios bilionários.
